quarta-feira, 11 de agosto de 2010
A Turquia (Türkiye, em turco), cujo nome oficial é República da Turquia (Türkiye Cumhuriyeti), é um país eurasiático constituído por uma pequena parte europeia, a Trácia, e uma grande parte asiática, a Anatólia. Tem limite com oito países: a Bulgária a noroeste, a Grécia a oeste, a Geórgia a nordeste, a Arménia, o Irão e o Nakichevan azerbaijano/Azerbaijão a leste, o Iraque e a Síria a sudeste. É banhada pelo Mar Negro ao norte, pelo Egeu e o Mar de Mármara a oeste e pelo Mediterrâneo ao sul. Sua capital é Ancara.
Nos termos da constituição turca, a Turquia é uma república democrática, secular e constitucional cujo sistema político foi estabelecido em 1923, após o fim do Império Otomano. Atualmente, negocia sua adesão como membro pleno da União Europeia.
A Turquia e seus Estados antecessores foram uma ponte entre as culturas ocidental e oriental e o centro de diversas grandes civilizações.
Nos termos da constituição turca, a Turquia é uma república democrática, secular e constitucional cujo sistema político foi estabelecido em 1923, após o fim do Império Otomano. Atualmente, negocia sua adesão como membro pleno da União Europeia.
A Turquia e seus Estados antecessores foram uma ponte entre as culturas ocidental e oriental e o centro de diversas grandes civilizações.
História
Parte dos lendários muros de Troia (VII), identificado como cenário da Guerra de Troia (ca. 1200 a.C.).
À conquista gradual da Anatólia das mãos dos bizantinos pelos turcos seljúcidas seguiu-se a constituição do Império Otomano. No final do século XVI, no zênite de sua civilização, o Império Otomano incluía a Anatólia, os Bálcãs, o norte da África, o Oriente Médio, a Europa Oriental e o Cáucaso, com uma área total de 5,6 milhões km². Os otomanos interagiram com culturas a leste e a oeste ao longo de seus 624 anos de história.
Nos séculos XVI e XVII, o Império Otomano era um dos Estados mais poderosos do mundo, frequentemente colidindo com as potências da Europa Oriental, ao avançar através dos Bálcãs e da porção sul da Comunidade Polaco-Lituana. Sua marinha também era uma força considerável no Mediterrâneo. Em diversas ocasiões, o exército otomano atingiu a Europa Central, cercando Viena em 1529 e 1683, numa tentativa de conquistar o território dos Habsburgos. Foi repelido apenas por meio de grandes coalizões terrestres e marítimas formadas por potências europeias.
Após anos de declínio, o Império Otomano entrou na Primeira Guerra Mundial ao lado da Alemanha, em 1914. Derrotado ao final do conflito, as potências europeias procuraram partilhar o Império por intermédio do tratado de Sèvres. A consequente ocupação grega de İzmir, com o apoio dos Aliados, resultou num movimento nacionalista turco iniciado em 19 de maio de 1919 e chefiado por Mustafa Kemal Pasha. Kemal buscou revogar o tratado, que havia sido assinado pelo sultão em Istambul, mobilizando toda a sociedade turca no que viria a transformar-se na Guerra de Independência Turca.
Mustafa Kemal Atatürk, fundador e primeiro presidente da República da Turquia.
A Turquia ingressou na Segunda Guerra Mundial do lado dos Aliados, na fase final do conflito, e tornou-se membro das Nações Unidas. As exigências da União Soviética no sentido de que a Turquia permitisse a instalação de bases militares nos estreitos turcos fizeram com que os Estados Unidos declarassem sua intenção de garantir a segurança do país, com consequente apoio militar e econômico americano.
A Turquia aderiu à OTAN em 1952. Em 1974, interveio militarmente em Chipre, em reação a um golpe de gregos cipriotas, levando à criação da República Turca de Chipre do Norte, não reconhecida por nenhum outro Estado exceto a Turquia.
A República da Turquia vivenciou uma série de golpes e, a partir dos anos 1970, períodos de instabilidade política e dificuldades econômicas. As eleições de 2002 levaram ao poder central o Partido da Justiça e Desenvolvimento, conservador, chefiado pelo ex-prefeito de Istambul, Recep Tayyip Erdoğan. Em 2005, a União Europeia iniciou o processo de negociação com vistas à eventual adesão plena do país, que já é membro associado desde 1964.
Geografia
Imagem de satélite da Turquia.
A Anatólia é formada por um planalto central alto e planícies litorâneas estreitas, com os Montes Tauros ao sul. O terreno interior da Anatólia torna-se progressivamente mais acidentado à medida que avança para o leste, ali encontrando-se rios como o Eufrates e o rio Tigre, bem como o Lago Van e o Monte Ararat (5.137 m), este o ponto culminante da Turquia.
Monte Ararat, o ponto mais alto da Turquia.
A principal cidade do país, Istambul (anteriormente chamada Bizâncio, depois Constantinopla), encontra-se entre a Trácia e a Anatólia, dividida ao meio pelo estreito do Bósforo. Trata-se da única cidade do mundo a cavaleiro de dois continentes.
Demografia
Embora a língua turca seja o único idioma oficial do país, há transmissões de mídia em árabe, bósnio, circassiano e curdo.
A população turca é relativamente jovem, com mais de um quarto na faixa de 0-14 anos. A expectativa de vida é de 70,2 anos para homens e 75,2 anos para mulheres, com uma média de 72,6 anos. Muitos nacionais turcos emigraram para a Europa Ocidental após a Segunda Guerra Mundial (especialmente para a Alemanha), de modo a formar consideráveis comunidades no exterior.
| Cidades mais populosas da Turquia | ||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Posição | Cidade | Província | População | Posição | Cidade | Província | População | Istambul Ancara Esmirna | ||
| 1 | Istambul | Istanbul | 12 573 836 | 11 | Diyarbakır | Diyarbakır | 1 460 714 | |||
| 2 | Ancara | Ankara | 4 466 756 | 12 | Izmit | Kocaeli | 1 437 926 | |||
| 3 | Esmirna | Esmirna | 3 739 353 | 13 | Antakya | Hatay | 1 386 224 | |||
| 4 | Bursa | Bursa | 2 439 876 | 14 | Manisa | Manisa | 1 319 920 | |||
| 5 | Adana | Adana | 2 006 650 | 15 | Samsun | Samsun | 1 228 959 | |||
| 6 | Konya | Konya | 1 959 082 | 16 | Kayseri | Kayseri | 1 165 088 | |||
| 7 | Antália | Antália | 1 789 295 | 17 | Balıkesir | Balıkesir | 1 118 313 | |||
| 8 | Mersin | Mersin | 1 595 938 | 18 | Kahramanmaraş | Kahramanmaraş | 1 004 414 | |||
| 9 | Gaziantep | Gaziantep | 1 560 023 | 19 | Van | Van | 979 671 | |||
| 10 | Şanlıurfa | Şanlıurfa | 1 523 099 | 20 | Aydın | Aydın | 946 971 | |||
| Números populacionais baseados no censo de 2007[5] | ||||||||||
Religião
Nominalmente, 99% da população da Turquia são considerados muçulmanos, em sua maioria pertencentes ao ramo sunita do Islão. Há também uma minoria significativa de xiitas duodecimanos.O restante da população (1%) pertence a outras religiões, principalmente cristãos (ortodoxos gregos, apostólicos armênios, ortodoxos siríacos, católicos romanos e protestantes), judeus e bahá'ís.
Diferentemente de outras sociedades muçulmanas, a Turquia possui uma forte tradição secularista. Embora o Estado não promova nenhuma religião, observa de modo constante o relacionamento entre as diversas fés. A constituição proíbe a discriminação com base na religião e prescreve a liberdade religiosa. Por outro lado, veda o envolvimento das comunidades religiosas no processo político-partidário.
O Patriarca Ortodoxo é o chefe da Igreja Ortodoxa Grega na Turquia e atua também como chefe espiritual de todas as igrejas ortodoxas no mundo.
Política
As forças armadas da Turquia exercem um papel informal na política do país, autodefinindo-se como as guardiãs da natureza secular e unitária da república. Os partidos políticos considerados anti-seculares ou separatistas pelo Judiciário podem ser proibidos.
A Turquia é membro das Nações Unidas e do Conselho da Europa, bem como de OTAN, OCDE, OSCE e OCI. Atualmente, prosseguem as negociações para a acessão do país à União Europeia.
Símbolos nacionais
A República da Turquia não tem um brasão de armas oficial. Em vez disso, possui um logo usado por muitas instituições do governo. O logo é oval e vermelho, contendo uma crescente orientada verticalmente e a estrela da bandeira da Turquia, sustentada pelo nome oficial do país na língua turca.
İstiklâl Marşı é o hino nacional da Turquia, composto por Mehmet Akif Ersoy, com música de Osman Zeki Üngör. O poema possui 10 estrofes, mas apenas as duas primeiras são cantadas.
Subdivisões
Economia
A Turquia iniciou uma série de reformas nos anos 1980 com o objetivo de reorientar a economia de um sistema estatista e isolado para um modelo mais voltado para o setor privado. As reformas provocaram um crescimento econômico acelerado, embora com episódios de forte recessão e crises financeiras em 1994, 1999 e 2001. A incapacidade de implementar reformas adicionais, combinada com déficits públicos grandes e crescentes e corrupção generalizada, resultou em inflação alta, volatilidade econômica e um setor bancário fraco. O governo viu-se então forçado a deixar a lira turca flutuar e a adotar um programa de reformas econômicas mais ambicioso, inclusive com uma política fiscal mais rígida e com níveis sem precedentes de empréstimos do FMI.
Em 2002 e 2003, as reformas começaram a dar resultados e o governo logrou estabilizar as taxas de juros e pagar a dívida pública. Desde então, a inflação e a taxa de juros têm decrescido consideravelmente. A economia cresceu à ordem de 7,5% ao ano entre 2002 e 2005.
Em 1º de janeiro de 2005, a lira turca foi substituída pela nova lira turca, com o corte de seis zeros.
Em 2005, a Turquia atraiu US$9.6 bilhões em investimento direto estrangeiro, resultado do programa econômico que incluiu grandes privatizações, a estabilidade provocada pelo início das negociações para a adesão à União Europeia, o crescimento econômico e mudanças estruturais nos setores bancário, de varejo e de telecomunicações.
Em 2005, o PIB turco foi de US$612.3 bilhões (PPC), com um PIB per capita de US$8,200 e inflação de 8,2%. Com exportações de US$72,5 bilhões e importações de US$101,2 bilhões (2005, FOB), seus principais parceiros comerciais são a Alemanha, o Reino Unido, a Itália, os Estados Unidos, a França e a Espanha.
Infraestrutura
Educação
Em 2001, havia cerca de 1200 instituições de ensino superior, das quais 85 são universidades. Há universidades públicas e privadas na Turquia.
Em 2008, uma lei gerou polêmica entre os laicos. Os deputados aprovaram uma lei que permite o uso do véu islâmico pelas mulheres nas universidades. Os manifestantes alegam que "A Turquia é laica, e assim continuará".[6] Alguns meses depois, o véu foi novamente proibido. [7]
Cultura
A cultura da Turquia equilibra-se entre a aspiração de ser "moderna" e ocidental, por um lado, e a necessidade de manter valores tradicionais religiosos e históricos.
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